Mea Culpa


 

O que acontece quando eu digo que isso - o que quer que isso seja - não é minha culpa?

"Não é minha culpa que eu cheguei atrasado - o trânsito estava congestionado."

"Não é minha culpa que eu perdi dinheiro. Peguei a dica de investimento de um amigo."

"Não é minha culpa que eu não tinha as habilidades para o trabalho e fui demitido. Eles deveriam ter me treinado."

Não quero falar de casos extremos. Mas a maior parte do tempo as coisas são culpa minha sim. E se eu não vejo isso, acabo vivendo as mesmas situações de novo e de novo.

Eu deveria ter me planejado para chegar, sabendo que poderia haver congestionamento. Eu fiz um investimento ruim e não sei o que estou fazendo. Eu preciso parar de esperar que me ensinem o que preciso saber para viver minha profissão.

Quando essa mente passiva entra em jogo, acabo usando muito a frase "eu não posso". Mas a verdade é que eu posso tudo, eu (de novo) só não quero pagar o preço. Não quero fazer o trabalho, não quero passar meu tempo assim. Não quero fazer algo difícil. Eu não estou disposto a sacrificar o que é necessário.

Uma vez um amigo me disse uma frase que ecoa na minha mente até hoje e você sabe que eu posso lhe dizer ela em primeira mão: "viva um tempo como ninguém viveria e o resto da vida como todo mundo gostaria."

A mente passiva é definida por uma atitude, como se eu assumisse que a vida acontece comigo e eu não sou responsável por nada. E é aí que eu fico repetindo: "por que isso sempre acontece comigo?"

Quando eu uso uma linguagem passiva sobre a vida, vou me convencendo aos poucos de que não sou responsável. Isso faz eu me sentir bem porque me absolve da responsabilidade. Significa que eu não tenho que olhar para eu mesmo e mudar alguma coisa. Significa que não estou no controle.

Bem, a verdade nua e crua é que eu estou no controle. Eu controlo como eu respondo aos altos e baixos da vida. Eu controlo como eu falo comigo mesmo.

Uma atitude ativa significa propriedade. Eu sou dono das minhas falhas. Um modelo mental ativo significa que sou responsável pelas coisas que controlo.

"Mea culpa. Eu deveria ter me planejado com o trânsito. Vou pensar nisso na próxima vez."

"Mea culpa. Aquele investimento foi uma furada. Eu não soube investir direito. Devo estudar mais."

"Mea culpa. Fui demitido porque não me coloquei em uma posição indispensável. Não vai acontecer de novo."

Eu acredito, do fundo do coração, que não sou obrigado a nada nessa vida. Meu corpo e minha mente respondem de acordo e eu sei que você também se sente assim.

Por isso deixo aqui um pequeno exercício que me ajuda muito sobre fazer o que preciso para chegar onde quero:

Sempre que percebo que preciso fazer algo que não é confortável, escrevo em um papel:

Eu escolho fazer isso porque eu...

O poder de escolher é propriedade sobre a própria vida.

E deixo aqui um exemplo pessoal:

Eu escolho fazer 200 abdominais por dia porque gosto de ver o desejo nos olhos das mulheres. Porque eu me sinto saudável e energizado. Porque é uma forma de valorizar o relacionamento que tenho com uma pessoa que se cuida também.

 


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